Hoje (25/11) o site Empire Online conversou com os diretores do aguardado “Capitão América: Guerra Civil”, Joe e Anthony Russo.
Na entrevista ambos esclareceram alguns detalhes sobre o trailer lançado na madrugada do dia 25 e também fizeram vários comentários sobre a trama do filme.

 

 

 

JOE RUSSO: “ As memórias de Bucky estão confusasmas ele as tem. Ele mudou. Havia uma parte da personalidade dele que pertencia a outras pessoas, e ele matou muita gente por essas pessoas. É uma história bem complicada. Existe um problema de identidade, quem eu sou? Como seguir em frente? Ele não é mais Bucky Barnes, nem mesmo o Soldado Invernal, e sim um meio termo entre essas duas facetas.” 

 

 


ANTHONY RUSSO: ” Nós quisemos mostrar como o Capitão retoma sua relação com o Bucky. Sentimos que era necessário ressaltar que essa narrativa segue mais como uma sequencia de o Soldado Invernal do que de Era de Ultron. O passado do Soldado Invernal como arma de guerra da HYDRA é extremamente delicado, e isso com certeza vai joga-lo no conflito”

 

 

JOE RUSSO: “O grande trunfo é conectar todos os filmes. Nós podemos pegar um personagem lá de o Incrível Hulk que ficou totalmente esquecido e torna-lo extremamente relevante, isso é muito legal. Nós pensamos em usar o General Ross, um personagem que tem uma visão extremamente fanática a respeito dos super humanos. Em Guerra Civil ele está muito mais politizado, que por consequência o torna muito mais poderoso. Ross está usando de sua influencia politica para pressionar e manobrar os Vingadores e assim poder controla-los.” 

 


JOE RUSSO: “Nós estamos usando a essência da Guerra Civil dos quadrinhos. Os quadrinhos não se aplicam à história que vem sido construída pela Marvel nos cinemas, mas o conceito de registro de heróis, a noção de que eles precisam ser monitorados ou controlados porque seus poderes são incontroláveis, isso é aplicável. Os Acordos são uma ação conjunta entre múltiplos países, com intuito de regular as atividades dos Vingadores. É resultado das ações de Ultron em Sokovia (Era de Ultron), da batalha de Nova York (Vingadores) e a queda do Triskelion em Washington (Soldado Invernal). De certa forma os Acordos são o desfecho de todos esses filmes. Refletindo um pouco, será que a sociedade poderia realmente usar esses incidentes como motivo para regulamentar os Vingadores?”

 


JOE RUSSO: “Você não pode ter um personagem chamado Capitão América sem analisar a política iconográfica do que isso significa, especialmente nos dias de hojeOs heróis desse universo agem sob suas próprias regras, eles não possuem diretrizes governamentais, não respondem a nenhum órgão federal, e isso pode causar muitos problemas. Abordamos um certo nível de imperialismo no filme,  falamos muito sobre o direito dos superpoderosos, como eles podem usar seus poderes, onde eles podem usar seus poderes, e se for com intuitos humanitários, existe algum problema? Como governar esse tipo de poder?”.
ANTHONY RUSSO: “O grande desafio foi adaptar o arco Guerra Civil, que todo mundo sabe se tratar do registro de super humanos. E isso de uma forma básica poderia virar um assunto meramente politico, mas nós queríamos transcender essa linha. Nosso objetivo era mostrar a visão pessoal de cada personagem perante ao registro e como isso produz tanto atrito uns com os outros, queríamos deixar tudo mais complexo. A relação entre Steve e Bucky nos permite isso, entrar em uma dinâmica bastante pessoal”

ANTHONY RUSSO: “Tony Stark é notoriamente conhecido como egocêntrico e arrogante, então é muito interessante essa ideia de o trazer para um ponto da vida onde ele julga que o correto é se submeter a uma autoridade, ele sente que isso é o mais correto.”

JOE RUSSO: “Quando o filme acabar, as pessoas vão debater sobre quem venceu, quem estava certo. O Steve estava certo? O Tony estava certo? Stark tem um argumento muito inteligente, é uma visão muito adulta a respeito da culpa e da responsabilidade, ele tem uma ideia muito clara a respeito do porque o mundo tem direitos sobre Os Vingadores. É um arco emocional muito complicado para Tony Stark neste filme. Robert consegue passar tudo isso de forma estupenda. Embora ele tenha construído o personagem por todos esses anos, é aqui que ele vai para zonas totalmente novas e quiça arriscadas.” 

 

“Vontade de te meter a porrada”

 


JOE RUSSO: “Tony é alguém que entende bem o conceito de moralidade acinzentada, mais do que todos. Já o Steve é um cara extremamente preto no branco, com muita fibra moral e força de vontade. Para Stark isso o caracteriza como irritantemente perfeito e irritantemente obstinado. A cena a cima ilustra como Tony expressa seu desconforto diante da inabilidade do Capitão de compreender o funcionamento Governo, e mais ainda com sua falta de comprometimento.”

 

 


 JOE RUSSO: “O tema do filme é traição e esse é um assunto muito poderoso. O filme é extremamente emocional. Ele lida com coisas muito pessoais, nós queríamos que essa produção fosse além da politica e de discussões. O terceiro ato é constituído por um momento radicalmente pessoal entre todos esses personagens.”

 

“9 da matina o dia ta pra começar”

 

JOE RUSSO: “Ele está tentando segurar o helicóptero por um motivo extremamente passional. Existem aquelas histórias das mães que em um pico de adrenalina levantam um carro para salvar seu filho. Tem algo muito importante ocorrendo nessa cena, alguma coisa que mexe com o personagem. Será que ele consegue? Quais os limites de sua força? Pra nós é uma das cenas mais impactantes do filme. É gratificante ver a dedicação do Chris Evans para entregar toda a fisicalidade do personagem. Você pode sentir todo o esforço, determinação e energia que ele usa para segurar essa coisa.”   

 

 


JOE RUSSO: “O traje do Pantera é uma combinação de efeitos visuais com um uniforme pratico. Ele é feito a partir de Vibranium, como se fosse uma cota de malha com arranjos luminescentes que serão acrescentados na pós produção. T”Challa tem vários motivos para confrontar o Capitão e seu time, porem nenhum desses motivos está relacionado com o Homem de Ferro ou os Acordos.” 

 

JOE RUSSO: ” O Zemo do Universo Cinematográfico não é o Zemo dos Quadrinhos. O que é interessante e até mesmo surpreendente, é que nem sempre vamos honrar essa mitologia. Isso acaba ficando muito previsível e não tem utilidade pra história que estamos construindo.  Então para o futuro Zemo do Universo Cinematográfico, eu adianto que será algo diferente e muito empolgante.”


 

Depois dos eventos de Vingadores: Era de Ultron, “Capitão América: Guerra Civil” da Marvel encontra Steve Rogers liderando o recém formado grupo de Vingadores em seus esforços contínuos para proteger a humanidade. Mas após outro incidente, envolvendo os Vingadores, resultar em danos colaterais, aumenta a pressão política para instalar um sistema de responsabilização, comandado por uma agência do governo para supervisionar e dirigir a equipe.
O novo status quo divide os Vingadores, resultando em duas frentes – uma liderada por Steve Rogers e seu desejo de que os Vingadores se mantenham livres para defender a humanidade sem a interferência do governo, e a outra que segue a surpreendente decisão de Tony Stark de apoiar a responsabilização e supervisão do governo.
Capitão América: Guerra Civil estréia dia 28 de Abril de 2016 no Brasil!
E você, de que lado está?
 

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